ALIMENTAÇÃO E HIGIENE
A principal alimentação do Manon, são todas as espécies de sementes, como o alpiste.
É preciso retirar a cada dois dias as cascas das sementes que vão ficando ao fundo do comedouro, pois o Manon não cisca e isso o impede de e alimentar direito ou até morrer de fome.
Para completar a alimentação, pode-se dar couve, almeirão, escarola. O alface está proibido.
A maçã é uma fruta saudável para o Manon e o jiló e o pepino de legumes podem complementar a alimentação.
Durante a muda das penas, pode ser oferecida a farinhada, duas vezes por semana. No início do período reprodutivo, a farinhada também é muito importante e nessa epóca, pode ser oferecida diariamente, só não pode permanecer na gaiola, pois azeda, por isso, deve ser retirada ao final de cada dia.
O Manon também adora um banho, principalmente nos dias quentes, que devem levar pelo menos duas horas.
Coloque uma bacia com água limpa para o banho e deixe que ele se delicie no fescor da água. Procure fazer isso no horário mais quente do dia.
UOL / BICHOS
17 de setembro de 2007
MANON
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25 de julho de 2007
AGAPÓRNIS
Faz parte da família dos Psitacídeos. O Agapórnis faz parte do grupo das Araras, Tuins, Papagaios e Cacatuas.
Dentre as espécies, a mais popular é a Roseicollis que é criada melhor em cativeiro e tem 17 cores diferentes.
Habita o continente africano. Todas as espécies vivem ao redor da Ilha de Madgascar e somente a Cana vive na própria Ilha.
A decoberta do Agapórnis na sua cor original selvagem verde, foi em 1793, mas somente em 1860 ele foi trazido à Europa.
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COLEIRINHA
ELE CANTA QUASE SEM PARAR
Este pequeno pássaro nativo do Brasil pode ter, conforme a espécie, uma coleira ao redor do pescoço. Ele canta constantemente e é muito fácil de ser encontrado e amansado.
Por causa de sua docilidade, este pássaro, muito comum no Brasil, é freqüentemente encontrado em cativeiro. Em um mês, se acostuma à gaiola, não se debate contra as grades, não se machuca. É rara a casa de passarinheiro que não tenha um Coleirinha.
Ele é conhecido também pelos nomes de Coleira Virado, Coleiro da Bahia, Coleira Estrela, Papa Capim. Este último nome é devido ao fato de que é muito fácil encontrar um Coleirinha em capinzal, procurando comer o pendão com sementes do capim. Alias, onde há sementes, há sempre um Coleirinha: perto dos arrozais, dos campos arados. Ele vive em campos perto de fazendas e já chegou a viver em cidades, de onde foi expulso pela poluição.
Embora seja um dos pássaros mais comuns e conhecidos, ainda restam duvidas quanto à sua classificação científica. A mais aceita é Sporophila c. caerulescens, com partes superiores cinzentas, cabeça e coleira cinza escuro, peito branco; Sporophila c. hellmayr, com peito amarelo em vez de branco, e cinzento esverdeado nas partes superiores. O primeiro vive no Centro e Sul do Brasil e o segundo no Brasil central. Há também os Coleirinhas que não têm a mancha da coleira no pescoço, mas que por suas características foram classificados juntamente com estes: o Sporophila ardesiaca, que tem o peito branco e a cabeça e o pescoço cinzento-escuro, formando uma carapuça, vive em Minas, São Paulo e Espírito Santo, e o Sporophila nigricolis, cinza-esverdeado nas costas e na carapuça e amarelo no peito, que vive no Brasil central, Norte e Nordeste. As fêmeas são muito parecidas, de uma cor inteiramente parda. Quando adultas adquirem uma coleira parda escura, como se fossem machos jovens, o que engana muita gente. Os filhotes com um ano adquirem sua cor definitiva.
O Coleirinha é um pássaro dócil, que amansa fácil, é pequeno (12 a 13 cm), graciosos e canta muito. Alguns acham seu canto bastante agradável, outros o consideram insignificante, mas o fato é que o Coleirinha esta quase sempre cantando.
Por isso, ele é usado como "chama" com muita freqüência. A "chama" é um passarinho cantador, como o Curió, o Azulão, que serve de isca para o passarinheiro caçar. Na época da criação, na natureza, os pássaros deixam de andar em bando para se estabelecerem em um território próprio, que habitam apenas com a fêmea, não permitindo a intrusão de outro macho. Assim, quando o passarinheiro chega com o Coleirinha, o dono do território ataca-o para expulsa-lo e fica preso em armadilha ou visgo, colocados na gaiola. Por causa deste tipo de caça – alias proibida – tem mais valor o Coleirinha macho que cante bastante e não tenha medo dos outros.
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CANÁRIO
COMO MOTIVÁ-LOS A CANTAR
Conviver com este passarinho é um prazer e, fazê-lo cantar bastante, também não é nenhum segredo nem uma tarefa difícil.
Domesticado em cativeiro a mais de 500 anos, o Canário é um dos pássaros mais populares. Os exemplares de hoje, no entanto, são diferentes de seus ancestrais das Ilhas Canárias. O espécime verde pardacento do passado, atualmente cedeu lugar aos mais variados e belos tipos – com topete, com penas frisadas e cores chamativas.
Bonitos ou não, exóticos ou pouco extravagantes, o que importa é que todos agradam com seu canto afinado e melodioso. Tê-los em casa é um prazer que enche a vida de alegria.
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BICUDO
Por causa da beleza de seus trinados, este pássaro participa de torneios por todo o país.
Assim batizado por causa do bico grande, alto e grosso, o Bicudo é, ao lado do Curió, um dos pássaros mais apreciados entre nós pelo seu canto, que pode ser inclusive ouvido em discos que se encontrem em casas de aves, e em torneios.
Como os Curiós, os Bicudos também têm seus torneios de canto. Hoje já existem as categorias para a qualidade de canto e repetição (quando o pássaro repete o canto muitas vezes), mas o torneio mais concorrido é o de fibra. Todos os Bicudos inscritos são colocados em gaiolas sobre estacas de 1,50m de altura, formando um grande círculo. Cada gaiola fica a 40 cm de distância da outra, sendo que os torneios começam às 7 horas da manhã e vão até as 11. das 11 até as 11h30, uma pessoa é colocada em frente a cada Bicudo que continuou a cantar, ficando encarregada de anotar quantas vezes o pássaro canta nesta meia hora. Aquele que repetir mais vezes o seu canto completo colocado recebe 10 pontos, o segundo recebe 7 pontos, o terceiro recebe 5 pontos, o quarto, 3 pontos, e o quinto recebe 1 ponto.
No fim de todos os torneios, são somadas as pontuações dos Bicudos que participaram; aquele que tiver maior número de pontos será considerado, então, o Campeão Brasileiro.
Existem dois tipos de Bicudo: o Oryzoborus crassirostris no Amazonas, e o Oryzoborus crassirostris maximiliani, em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Ambos estão na lista oficial de Aves da Fauna Indígena Brasileira Ameaçadas de Extinção, mas são freqüentemente encontrados em cativeiro.
Não são pássaros difíceis de criar, mas quem quiser ter mais de um casal de Bicudos, não deve deixar que eles se vejam, principalmente na época da criação, pois entrariam em atrito, pelo instinto de disputa de território. Cada casal pode ser colocado em uma gaiola ou em viveiro. O acasalamento deve ser feito em setembro. O macho é preto, com uma mancha branca na asa, e a fêmea é toda marrom. O bico do macho pode ir desde o branco amarelado ou rosado até uma coloração mais escura ou mesmo preto, e a fêmea geralmente tem o bico preto.
É bom soltar macho e fêmea ao mesmo tempo na gaiola ou viveiro, pois isto diminui a possibilidade de brigas. Caso elas ocorram, o casal deve ser imediatamente separado, para evitar que se machuque.
A postura é de 2 a 3 ovos, e o tempo de incubação é de 13 dias. Se o filhote for tratado corretamente, sairá do ninho com 13 dias e entre os 30 e 35 dias poderá ser separado, pois já deverá estar comendo sozinho. Então poderá aprender a cantar. Assim que são separados dos pais, os filhotes são colocados em quartos ou em qualquer outro tipo de local, onde não ouçam o canto de outros pássaros. Ali, eles ouvem os discos; se perceber que um filhote não está cantando bem, convém retira-lo para que seu canto não influencie o dos outros, dificultando a formação de futuros campeões.
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12 de julho de 2007
BEM - TE - VI
O Bem-te-vizinho é uma ave pequena, com pouco mais de 15 centímetros, que ocorre em grande parte do Brasil, em alguns países vizinhos da América do Sul e também na América Central. Os indivíduos que ocorrem em regiões com clima mais severo (Brasil meridional e países do sul) podem realizar movimentos de migração para regiões mais quentes nas épocas de inverno. Parte de seu nome científico (similis) significa similaridade e éalusivo à grande semelhança das cores de sua plumagem com as do Bem-te-vi (Pitangus suiphuratus) e outras espécies bastante parecidas da família Tyrannidae, à qual pertence o Bem-te-vizinho. O padrão geral da coloração da plumagem é o seguinte: lado inferior amarelo com a garganta branca, dorso e asas marrom-esverdeados; acima dos olhos possui uma evidente faixa branca que se estende desde o bico até a nuca, onde é interrompida; bico e olhos negros. Com esse padrão de plumagem, o Bem-te-vizinho poderia ser considerado uma miniatura do Bem-te-vi, mas as semelhanças terminam por aí.O Bem-te-vizinho, que também é chamado de Bem-te-vizinho-topete-vermelho, em virtude da existência de um pequeno topete vermelho visto quando se olha a ave por cima, possui características ecológicas muito distintas. Ocorre aos pares ou em pequenos grupos familiares, que são muito barulhentos. Em termos de ambiente, prefere matas ou capoeiras mais conservadas, quase sempre próximo a algum curso d'água. Não se adapta muito às regiões campestres ou cidades pouco arborizadas. Na época da reprodução constrói um ninho de capim que écolocado em uma forquilha. As vezes o ninho fica localizado em galhos sobre a água ou próximo a colmeias e formigueiros, garantindo, assim, uma proteção extra contra predadores. A fêmea põe de dois a três ovos que são esbranquiçados com pequenas pintas marrons. Alimenta-se de insetos capturados durante pequenos vôos, e de pequenas frutas.
RICARDO BOMFIM MACHADO Biólogo - Departamento de Ecologia - UnB
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2º BEM-TE-VI
``Pitangus sulphuratus ´´Lúcia Helena Salvetti De CiccoEditora Chefe
Para ouvir o canto do Bem-te-vi clique aqui
NOME - Bem-te-vi NOME CIENTÍFICO - Pitangus sulphuratus SINÔNIMOS - Lanius sulphuratus - Linnaeus, 1766 ORDEM: Passeriformes SUBORDEM: TyranniFAMÍLIA: TyrannidaeSUBFAMÍLIA: tyranninaeGÊNERO, E SUBGENERO: PitangusESPÉCIE: sulphuratus
NOME EM INGLÊS: Great KiskadeeOUTROS NOMES: Pituã, Triste-vida, Bem-te-vi-de-coria, Pitanguá, Siririca (fêmea)TAMANHO: 25 cmALIMENTAÇÃO: InsentívoroLOCALIZAÇÃO: América do Sul, América do Norte e América Central.
Aves da família do tiranídeos gênero Pitangus. É o mais conhecido em todo Brasil. Tem 25 cm, de coloração parda no dorso e amarelada no ventre, com sobrancelha branca muito visível na grande cabeça; uma listra no alto da coroa varia de amarelo-claro a laranja-vivo.
O Bem-te-vi é insetívoro, come todo o tipo de comida, devora centenas de insetos diariamente mas também fruta e flores de um jardim, ovos de outros passarinhos, minhocas, outros bichos (até cobras). Seu nome popular é onomatopaico, pois ele emite um chamado curioso, no qual parece pronunciado com clareza: "Bem-te-vi. No calor do dia chamará sua atenção constantemente cantando o seu nome e se sentará em um fio de telefone ou em um telhado. A maioria dos outros pássaros manterá silencioso, ao redor, enquanto o bem-te-vi canta.
O ninho do Bem-te-vi fica em lugar visível e é feito de todos os tipos de plantas, freqüentemente com capim. Este pássaro defende seu ninho vigorosamente e, ele será agressivo com outros pássaros mesmo que não tenha nenhum ninho. É comum ver um Bem-te-vi perseguindo um pássaro que ele, sobretudo corujas e rapineiros, que afugenta para longe. Entretanto, um colibri poderia perseguir um Bem-te-vi e colocá-lo para fora.
O seu genérico provém de pitanguá, nome que lhe davam os indígenas brasileiros do grupo Tupi. Costuma capturar peixinhos na beira dos \rios ou lagos de pouca profundidade e banhar-se nos tanques ou chafarizes das praças públicas. É das aves mais populares do Brasil.
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6 de julho de 2007
PICA-PAU
Os Pica-Paus são ricos em comportamentos curiosos. Tê-los como visitante do nosso jardim é um privilégio, mas não tão difícil como muitos pensam.Foram as insistentes bicadas de um topetudo Pica-Pau, instalado no teto da casa de Walter Lantz, que o inspiraram a criar o famoso personagem Pica-Pau na década de 40c, na Califórnia.
Dono de um bico que é um martelo vivo, ou melhor, uma possante britadeira, marca sua presença na natureza através de constantes toc-tocs. Suas marteladas buscam pequenos insetos nas cascas dos troncos e podem localizar larvas adormecidas no interior de árvores, destruindo os insetos roedores de madeira.
Os Pica-Paus começam tarde suas atividades e recolhem-se cedo para dormir. Passam grande parte do tempo batendo, tentando localizar uma cavidade com alimento. Preferem árvores secas, doentes e parasitadas pelos fundos. Por causa da trepidação que provocam, a natureza dotou-os de uma proteção ao redor do cérebro, minimizando seus efeitos.
Seu bico comprido e pontiagudo presta-se ao papel de pinça. Para explorar cavidades, usa a língua flexível, de ponta afilada e longa (às vezes cinco vezes maior do que o bico) podendo agir a cinco centímetros do bico. Sua flexibilidade e capacidade preensora são possibilitadas por uma secreção que age como cola pegajosa.
Entretanto, não só de insetos vivem os Pica-Paus. Muitas espécies neotropicais gostam de frutas, como mamão, maçã e laranja. As frutas de imbaúba e as bagas do caruru também são apreciadas por algumas espécies do Norte. Nos EUA foram seriamente perseguidos por cultivadores de macieiras, até descobrirem que escolhiam apenas frutos bichados para se deliciarem.
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22 de junho de 2007
ÁGUIA
São carnívoras e possuem um sistema visual muito apurado
Suas principais presas são: coelhos, esquilos, cobras, marmotas e outros animais, principalmente roedores, de pequeno porte. Algumas espécies alimentam-se de ovos de outros pássaros e peixes.
Costumam fazer seus ninhos em locais altos como, por exemplo, topo de montanhas e árvores de grande porte
Existem diversas espécies de águias. As mais conhecidas são: Águia-de-cabeça-branca, águia-gritadeira, águia marcial, águia-malaia, águia-dourada-européia e águia-impérial-ibérica.
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8 de junho de 2007
AZULÃO
ROMÂNTICO E BOM CANTOR
Ele é muito bem quisto entre os passarinheiros. Além do belo canto, há o constante namoro do casal, sempre cercado de cortejos e carinhos que proporcionam um verdadeiro espetáculo.
Aos poucos, a ave levanta a cauda, separa em leque as penas do rabo e das asas, leva a cabeça ligeiramente para trás, entreabre o bico emitindo um som suave e contínuo. Em seguida, um estremecimento do corpo, enquanto se arrepiam as penas da parte posterior.
Eis o ritual que o criador pode observar quando um macho ou uma fêmea, em sua gaiola, deseja atrair o companheiro para junto de si.
Aquele que atende o chamado traz no bico um grãozinho qualquer, que oferecerá ao outro como se fosse um cortejo, um início de aproximação.
Cenas assim não são raras no cotidiano de um casal de Azulão na época do cruzamento, entre setembro e abril. Mais comum ainda é o hábito de um levar a comida ao bico do outro. Um alpiste, por exemplo, quando dado de presente, é previamente descascado pelo galanteador.
O que mais atrai a atenção dos criadores, contudo, não é o namoro, mas o canto do Azulão, afinado, melodioso e farto, o macho canta com bastante freqüência. Mesmo a fêmea, de vez em quando, arrisca uma melodia, embora num volume bem menor. Já os machos são mais empenhados. Alguns cantam com tamanha força e convicção que chegam a "afinar" os outros machos da redondeza, quer dizer, estes permanecem em silêncio, apenas ouvindo o primeiro.
Outra característica marcante é a valentia do macho. Quando acasalado, ele defende bravamente o seu território. Ao se sentir ameaçado, imediatamente toma uma típica posição de ataque: afina o corpo, endireita-o para frente, mexe rapidamente a cabeça e o rabo enquanto abaixa as asas deixando à mostra a tonalidade azul-clara que tem no encontro delas com o tronco do corpo.
Aliás, vale a pena alguma atenção para as cores deste pequeno pássaro, com cerca de 15 cm. O macho adulto é azul-escuro. A fronte (testa), as partes laterais da cabeça (logo abaixo dos olhos), a nuca e o encontro das asas apresentam uma coloração azul-clara. A fêmea adulta permanece como todos os filhotes, pardo-amarronzada. Só depois de um ano de vida é que o macho começa a adquirir sua cor definitiva. No momento em que surgem na plumagem as primeiras manchas azuis, ele é chamado de "Pintado" por alguns passarinheiros.
O Azulão é encontrado em toda a América do Sul e Central. As quatro espécies encontradas no Brasil são a Cyanocompsa cyanoides rothchildii (Amazônia), a Cyanocompsa cyanoides cyanea (Nordeste), a Cyanocompsa cyaneastaerea (Sul e Brasil Central) e, finalmente, a Cyanocompsa cyanea Argentina (sul de Mato Grosso). As diferenças entre elas são mínimas, apenas mudanças sutis na coloração que passam quase desapercebidas aos amadores. Interessam apenas ao rigor científico.
Na natureza, preferem viver à beira das matas. No inverno é comum que fiquem mais escondidos, mas na maior parte do ano são vistos em plantações onde encontram grãos para se alimentar. Daí a sua fama não ser lá das melhores entre os agricultores. O ninho, feito de raízes e folhas secas, fica bem camuflado entre os arbustos, evitando predadores, a poucos metros do solo.
Em cativeiro se reproduzem sem problemas. O casal pode ser colocado de preferência num viveiro (1 m x 1 m x 1 m), mas servem também as gaiolas nº3 (70 cm x 30 cm x 40 cm). O ninho a ser usado é desses especiais para Canários, facilmente encontrados no mercado. O criador coloca-o num canto alto da gaiola, camuflado sob ramagens artificiais plásticas, como uma avenca, que darão mais segurança para a fêmea. Colocando-se um pouco de raízes de capim na gaiola, a fêmea pode se estimular ainda mais para a postura, enquanto vai dando, ela mesma, os últimos retoques no ninho.
Depois de abril, aconselha-se separar o casal, cada um numa gaiola individual, onde ficarão para fazer a muda. Em setembro, voltarão a viver juntos, e todo o namoro recomeçará.
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SÁBIA-LARANJEIRA
Ele é o Símbolo da Nossa Avifauna .ELE É O SÍMBOLO DA NOSSA AVIFAUNA
Lembrando pelos poetas como o pássaro que canta no tempo do amor, apresentamos o Sabiá-Laranjeira, uma das mais populares aves brasileiras.
Popular pelo seu canto nostálgico, triste e saudoso, o Sabiá-Laranjeira tem sido lembrado na literatura brasileiras pelos poetas José de Alencar, Gonçalves Dias, Chico Buarque de Holanda, entre outros, como o pássaro que canta no tempo do amor: a primavera.
Talvez, o que poucos sabem, é que esta ave, de nome científico Turdos Rufiventris, foi escolhida em 1966 como símbolo da fauna orniológica nacional, tendo, a partir daí, presença obrigatória nas comemorações do Dia da Ave.
Ela é encontrada no Brasil Central e Este-Meridional, especialmente no sul de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Prefere voar com sua amada a viver em bandos e é na primavera que atinge o auge de sua inspiração, podendo cantar horas a fio. Para o Sabiá-Laranjeira, cantar não é só uma arte mas, também, uma forma de conquistar a fêmea e de ensinar seus filhotes a cantar. Por isso, ficou conhecido no interior do Brasil como o pássaro que canta antes do acasalamento para a companheira e, depois, para os filhotes.
Se colocado, quando pequeno, perto de outras espécies canoras, o Sabiá-Laranjeira, poderá decepcionar seus admiradores. Isto porque é capaz de adaptar o estilo destes pássaros à sua voz, tornando-se um Laranjeira de canto impuro e imperfeito.
Por isso costuma-se deixar os filhotes sempre próximos a um adulto, para que aprendam com facilidade o canto certo.
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BEIJA-FLOR
SEJA BEM-VINDO BEIJA-FLOR
Saiba como atrair beija-flores para desfrutar a presença dessa ave tão especial.
Não há como não ficar encantado com as aparições do beija-flor. Veloz, chega como se fosse um raio. Com as asas rápidas, quase imperceptíveis, estaciona no ar. "Beija" uma flor e com precisão e suavidade. Repetidamente desloca-se até outra. Instantes depois já não está mais, mas o encanto daquele momento permanece.
Pode-se observar beija-flores apenas na América do Sul, do Norte e Central. "Das cerca de 320 espécies existentes, a maioria se concentra na América do Sul e quase a metade é encontrada no Brasil", explica Christian Dalgas Frisch, após dedicar-se oito anos a observá-los juntamente com o pai, o prestigiado ornitólogo Johan Dalgas Frisch. Do trabalho resultou o livro Jardim dos Beija-flores, aclamado internacionalmente.
O beija-flor chama a atenção a começar pelo pequeno tamanho. No livro dos recordes Guiness, é citado como a menor ave brasileira. A variedade Calliplox amethystina, encontrada no Espírito Santo, tem o tamanho do dedo mindinho de um adulto (6,5 centímetros incluindo bico e cauda e peso 1,5 e 2,8 gramas). Outro, o abelha (Mellisuga helenae), do Caribe, é a menor ave do mundo segundo o Guiness – com apenas 5,7 centímetros e 1,6 gramas.
Admirável é o desempenho dessa ave no ar. Sua exclusiva articulação "solta" lhe permite desviar o vôo em qualquer ângulo; voar de cabeça para baixo; dar marcha ré e não ir para a frente nem para trás, girando as asas em forma de oito. O beija-flor de chifres (Heliactin cornuta), do Espírito Santo, de Minas Gerais e Goiás, detém, de acordo com o Guiness o recorde de velocidade em batimento de asas: 90 vezes num único segundo. Mesmo a média dos demais beija-flores, de 60, é impressionante. Tente agitar o dedo nessa velocidade: não dá para chegar nem perto.
Tudo isso precisa de muita energia e comida. Ótimo, para quem quer atraí-lo e mantê-lo por perto. Ele necessita sustentar músculos que pesam de um quarto a um terço do corpo – cerca de 50% a mais do que as outras aves -, e um coração que palpita 480 vezes por minuto, em descanso, e estonteantes 1.260 em movimento. Resultado: um apetite voraz que o faz "beijar" mais de mil flores por dia para obter 6.660 calorias. Mas o consumo pode dobrar. No frio, por exemplo, para manter a temperatura normal do corpo em torno de 40 a 42ºC. "Um grana de beija-flor gasta num dia as calorias usadas em um mês por uma grama de elefante", ilustra o professor titular de fisiologia do Instituto de Biociências da universidade de São Paulo, José Eduardo Bicudo. Até a digestão colabora. É a ave que mais assimila o que come: aproveita quase todo o açúcar do néctar e digere os insetos em menos de dez minutos. Não dá para falar dessa ave sem lembrar das flores, em especial as que desenvolveram um formato alongado em função dos próprios beija-flores. O néctar praticamente só é acessível aos bicos compridos deles e tem uma concentração de açúcar boa para eles (15 a 25%), mas fraca para as abelhas (buscam de 70 a 80%). Suas cores são as que eles melhor percebem. "Preferem as vermelhas, amarelas, alaranjadas, brancas e azuis, nessa ordem", ensina Chirstian. Quase nunca são perfumadas, já que o olfato deles é fraco. Para evitar perfuração por predadores de bico curto que querem "roubar" o néctar, têm base reforçada e pétalas espessas. Curiosamente, entre esses predadores estão algumas espécies de beija-flores de bico curto.
Os beija-flores são também atraídos por flores de outras numerosas plantas, além das mencionadas. Ao sorver o néctar, promovem a polinização – deslocam pólen do órgão masculino da flor até o órgão feminino dela, fecundando-a. Cinco segundos bastam. A língua, oca no centro, funciona como um canudo e dá velocidade à aspiração. Junto com o néctar, ingerem insetos. Em outras oportunidades, caçam esse alimento rico em proteínas.
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ARARA
Criar para Preservar Ficha
CRIAR PARA PRESERVAR
Atraentes pelo belo colorido e por imitar sons, as Araras costumam fascinar as pessoas.
Esta ave, quando criada desde filhote em cativeiro e alimentada na mão, fica mansa com conhecidos e afeiçoa-se especialmente à pessoas que cuida dela, mas com estranhos mostra-se arredia e, às vezes, até agressiva. Pode aprender a dançar, imitar latidos, assobios e a voz humana.
Na natureza emite apenas sons e gritos peculiares. Vive em pequenos grupos exceto na época de reprodução, quando se separa aos casais. Adora tomar banho de chuva e faz ninho em árvore oca ou escava um buraco em barrancos ou aproveita em pedras. Pode percorrer diariamente até 100km na busca de alimentos: flores e brotos de árvores, larvas, sementes, frutas e partes tenras do caule e das raízes de plantas. "Rói" madeira, como os cascos de árvores, para exercitar o bico e manter ativa a musculatura mandibular.
Há 7 espécies de porte grande que é o preferido para criação doméstica (variam de cerca de 70 a 90cm), originárias da América Central e do Sul. A maioria está em extinção, por isso sua criação deve ser feita sempre visando a reprodução. Quatro são de nossa fauna, sendo que o Canindé (Ara Ararauna), e a Arara vermelha (Arara Chloroptera) são as únicas não consideradas em extinção. Todas as espécies já são criadas em criadouros comerciais, o que aumenta a possibilidade de sua perpetuação estando os maiores produtores nos EUA e Europa, onde um exemplar vale 1.200 a 15 mil dólares. A importação é permitida com autorização do Ibama, que concede se o criador do exterior enviar uma licença (cites) fornecida no país de origem, geralmente para aves nascidas em criadouros registrados.
No Brasil, o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, está autorizando criadouros comerciais da espécie Canindé e vermelha e, neste caso, os primeiros casais poderão ser obtidos através do próprio Ibama, desde que seja atendida a legislação para criadouros comerciais, ou seja, adequado, por exemplo, uma chácara e um veterinário responsável.
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Enquanto não amamos um animal,uma parte de nossa almapermanecerá adormecida.(Anatole France)




